Ou Muda, ou Morre

Muitas e muitas vezes ouvi esta frase aliada as dificuldades organizacionais ou mesmo pesssoais. Creio que você também já deve ter ouvido esta expressão no mínimo uma centenas de vezes.

Mas o que fazer quando mudar é a única opção? Ou quando não morrer significa apenas mudar? Perguntas que sinceramente na minha visão não servem para questionar nada e ao mesmo tempo não tem nehnuma resposta que possa dar sentido a qualquer coisa a não ser gerar dúvidas e pânico, principalmente quando são realizadas em organizações.

Geralmente quem utiliza esta expressão está lá no banco dos iluminados ou é alguém de fora que vem para ajudar a solucionar o problema e que por algumas vezes pode criar mais problemas.

O que não consigo entender é ainda termos neste momento da nossa evolução, já que no passado tivemos momentos históricos muito piores, pessoas inteligentes, ou não, que ainda usam este tipo de expressão.

Na biologia aprendemos que quando qualquer criatura sai da forma de espermatozóide corredor já começa a  morrer, ou seja, já estamos morrendo mesmo antes de nascer; e, assim acontece durante todo o nosso ciclo de vida. Ciclo este de nascimento, desenvolvimento, doença, velhice e morte.

O perigo está em não conseguirmos chegar na velhice. Algo que acontece muito com as pequenas e médias empresas, segundo tantas e tantas pesquisas sobre mortalidade antes dos 5 anos de vida.

Então, se as organizações são sistêmicas, orgânicas e possuem DNA, como muitos dizem, por que o entendimento que para não morrer é necessário mudar?  Inclusive temos alguns negócios que deveriam morrer e nascer novamente. Outros uma mudança caberia; e, quem sabe a  sobrevivência pode ser um acaso ou uma sorte do destino, ou ainda, um bom choque de realidade para que se faça a coisa certa.

Como destino na minha visão é feito de causas e efeitos, aquilo que qualquer criatura ou organização sofre é por que não fez uma boa causa no passado e hoje sofre os efeitos podendo causar a morte, ou deixar sequêlas irreparáveis.

É como se um fumante durante toda a sua vida fumasse e depois que contraiu um câncer  de pulmão parasse de fumar. Tentaria mudar os hábitos na esperança que aquilo que conquistou ao longo do tempo fosse diminuido, estacionado ou curado.

Com certeza o tratamento seria necessário, rigoroso, caro e desgastante para o organismo. Sabe-se também que um tratamento assim ajuda a combater as células nocivas, mas também ataca as células boas, ou seja prejudica todo o organismo que em muitas vezes está atuando de forma sobrecarregada para atender a necessidade daquele que está fazendo mal feito a sua função.

Nas organizações não é diferente, quando algo não vai bem por mais que alguns setores tenham resultados positivos o sistema vai mal, criando uma situação desconfortável a todos.

Mudar ou morrer com sinceridade é para quem viveu ou ainda vive em séculos atrás, porque no mundo em vivemos é necessário mudar e adaptar-se todos os dias, principalmente por que todos os dias morremos um pouquinho. Não é uma tragédia ou um melodrama é apenas ciclo de vida; e, confesso que as organizações deveriam saber disso.

Mudar ou morrer é para aqueles que acreditam que zona de conforto existe, já que no mundo capitalista, onde o próprio capitalismo é o seu pior inimigo a zona se transforma em zona de confronto, na qual poderíamos criar um Tio Darwin San, de tanta adaptação necessária para os tempos que nem são mais novos; e, que nem se tem mais tempo, pois todos os dias morremos, ou necessitamos mudar para se adaptar.

A mudança então não está nas novas nomenclaturas, formatos ou sistemas que muitas e muitas vezes são Made in USA, ou Desing in Europe. Made in China. A mudança está no pensar, no fazer e por vezes no não fazer, pois fazer errado também não resolve nada.

Mudar a mente e a forma de agir, pensando que quando mudamos não estamos apenas fugindo da Senhora da Foice, mas crescendo e criando novas possibilidades.

Geraldo Campos – colaborador do Studio Sapienza e professor universitário

Este texto fará parte do livro: Tudo vai dar certo no final: expressões corporativas de tirar o sono.

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