Novas Profissões: mudando paradimas e comportamentos

Relato na postagem uma pequena histórinha que aconteceu na sala de minha casa, quando minha avó, minha sogra e eu conversavamos sobre o futuro de Raul um Geração Y dos pés a cabeça.

“Meu neto é turista profissional: por que ele não consegue um emprego fixo” foi a fala da avó da minha esposa quando descobriu que seu neto de 19 anos, cursando a 2a fase de Relações Internacinoais, fluente em língua inglesa e atuante no mercado de viagens e turismo para adolescentes estava em Búzios com um grupo de jovens da sua idade e não tinha um emprego fixo.

Raul o protagonista da história nas suas férias de julho da faculdade estava guiando um grupo de adolescentes, assim como ele; e, ao ligar para dizer que estava vivo gerou um grande nó na cabeça de Dona Lígia. Com mais de 80 anos não consegue compreender as novidades deste mundo e principalmente as alterações no mundo do trabalho e as novas formas de relações do homem com o trabalho e do trabalho com o homem.

Sentados na sala tentei explicar o que estava acontecendo e dizer a ela que Raul é um cara pós-moderno e que alia prazer ao trabalho e transforma seu trabalho em lazer. Então, na complementação do telefonema ele diz que depois que guiasse o grupo em Búzios poderia ficar mais uns dias para aproveitar a cidade, mas recebeu um chamado para guiar outro grupo para Porto Seguro; e, que na tarde de folga iria fazer um curso de mergulho. Ainda, para completar a confusão que na cabeça da anciã, disse que de bônus teria a possibilidade de retornar a Búzios e ficar mais 3 dias somente aproveitando e não mais trabalhando.

O espanto foi tanto que ela chegou quase ao surto, dizendo-me que ele precisava ter um emprego, um chefe e uma cadeira para sentar. Mais uma vez disse: vó o emprego acabou, o cara fala inglês é descolado, conhece as tecnologias, redes sociais; e, para completar é responsável. Se a senhora colocar esse cara para sentar em uma cadeira ele irá ficar 2 dias e vai pedir demissão. Então vó, relaxa e deixa o cara curtir, como eles dizem nesta faixa etária. Meio contrariada ela entendeu, quer dizer, fingiu que entendeu.

Uma olhadinha neste vídeo para compreender o que acontece neste novo mundo; e, depois eu explico mais.

O que aconteceu? O careca de cavanhaque não tem sala de trabalho, o computador e as experiências são as ferramentas do turista profissional, assim como o Raul que tá seguindo o mesmo caminho.

Além desta galera que está iniciando sua atuação profissional e antenada as novas possibilidades de formas de trabalhos diferentes, estão os tiozinhos que ainda não compreenderam o quão importante esta geração se faz fundamental para o mercado de trabalho e o sucesso das empresas.

Pergunte a 10 amigos seus se eles possuem alguma conta em redes sociais ou quantas vezes acessaram o google nesta semana. Tenho certeza que pelo menos 1 terá uma resposta positiva. Pois é. Esta galera está aprendendo de forma auto-didata a fazer negócios nestes meios e dar propulsão a sua empresa com as ferramentas que podem ser acessadas em qualquer lugar do mundo com apenas um clique no celular, no Ipad ou netbook.

Said Ali e FranSk8 são as criaturas que tenho neste semestre juntamente com a minha equipe de produtores de eventos e que são assim como o Raul. Conseguem fazer um monte de coisa ao mesmo tempo; e, ainda atender as suas demandas. São stylos como eu digo, porque esta galera tem estilo próprio e uma personalidade de dar inveja aos mais experientes. Na equipe de uma das unidades que atendemos de quase 15 pessoas o mais velho sou eu acreditem, com 34 anos.

Digo que ” quem menos anda voa”; e que a preocupação da perfeição e das ações com excelências são  de fazer a gurizada se cobrar até ficar do jeito que eles desejam.

Vó Ligia! Está é a galera. Um povo animado com fome de mundo e com muita tesão nas coisas que fazem, além de entender que um lugar é apenas um lugar e que pode no próximo mês, hora, ou minuto ser alterado. Que não consegue trabalhar sentado e que vê o mundo de forma diferente.

Então, ou agente se adapta ou vai ver o filho de 4 anos digitando antes de escrever.

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